Miguel Bakun

Biografia

É considerado um dos pioneiros da arte moderna no Paraná. Filho de imigrantes eslavos, ingressa na Escola de Aprendizes da Marinha, em Paranaguá, em 1926. Transferido para a Escola de Grumetes do Rio de Janeiro em 1928, conhece o marinheiro e artista José Pancetti, que o estimula a desenhar. Em 1930 é desligado da Marinha e volta para Curitiba, onde trabalha como fotógrafo ambulante e, mesmo sem formação sistemática, dedica-se à pintura. Para manter-se financeiramente, executa anúncios, letreiros e decorações de interiores. Mais tarde, conhece os pintores Guido Viaro e João Baptista Groff. Em busca de um ambiente cultural mais propício, volta ao Rio de Janeiro em 1939, reencontrando o pintor José Pancetti. Mas, diante das dificuldades encontradas em se estabelecer como pintor, retorna em definitivo para Curitiba no início de 1940. Instala ateliê em prédio cedido pela prefeitura a vários artistas, onde convive com os pintores Alcy Xavier, Loio-Pérsio, Marcel Leite e Nilo Previdi. A década de 1950 é a mais produtiva do artista: dedica-se à pintura de retratos, naturezas-mortas, marinhas, e, sobretudo, à pintura de paisagem. A partir de 1960, realiza obras de temática religiosa. Nessa época, há um predomínio do abstracionismo nas poucas exposições da cidade, marginalizando os artistas figurativos. Miguel Bakun sente esse processo e sofre com sua precária situação econômica. Na ocasião, recebe tratamento médico por causa de forte depressão. No início de 1963, aos 54 anos, o artista suicida-se em seu ateliê.

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