GIOVANA HULTMANN: CONFEITEIRA DAS ARTES

GIOVANA HULTMANN: CONFEITEIRA DAS ARTES

Obras delicadas e com uma doçura que permanece a mesma em seus
trabalhos, por mais distante que as dimensões de seus suportes estejam, em
uma tela 20 x 20 cm ou em uma obra de 140 x 150 cm, enxergamos a
pictoriedade da artista com a mesma sutileza.

Quando utilizo a palavra doce, são as cores que me despertam essa sensação.
Derivações de magenta e tons pasteis complementam todo o seu trabalho em
camadas que se encaixam, como se estivessem dançando organicamente por
cima da tela, a artista mistura um abstracionismo geométrico com formas
fluidas para criar suas composições. Em algumas de suas obras observamos,
de forma sensorial, a presença da cor dourada. Que acaricia todos os elementos que fazem parte das suas composições, ao mesmo tempo em que não se sobressai aos mesmos. É agradável e quase que abraça a retina do observador com um carinho feminino e protetor. 

Giovana Hultmann exerceu durante dez anos a função de Professora de
Educação Artística, e desde 2003 tem foco em seu trabalho individual como
artista, o que não pode ser ignorado quando analisamos suas telas, uma vez que a escolha dos elementos visuais que compõe seu trabalho, trazem uma sensação acolhedora e confortável, qualidades que uma profissional da educação tem em seus pilares de profissão.

Designers de ambientes, arquitetos e profissionais das áreas de composição e
criação visual, tem observado uma tendência que, desde o ano de 2020 vem
se mostrado cada vez mais forte no que diz respeito à utilização de tons
pasteis e abstracionismos geométricos arredondados.

É de conhecimento aberto que Giovana Hultmann trabalha há dezoito anos
com especificidade na composição, despertando o lado lúdico de suas
emoções e dos que observam seu trabalho, ao mesmo tempo em que 2021
veio como um ano que abraça a trajetória inteira da artista, a compreende e
acolhe. A aquisição de sua obra nesse contexto de tendência de design atual,
consegue deixar suas pinturas mais contemporâneas do que nunca.

 

Crítica escrita por Giovana Martucci.

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