OS DAEMONS DE RONY BELLINHO

OS DAEMONS DE RONY BELLINHO

Figuras humanas distorcidas, cores que independem da relação com o traço de desenho, dono de um trabalho cujo cunho neo expressionista grita, Rony Bellinho é um critico social e um poeta existencial, ele replica em sua obra registros de memorias e estados emocionais passados.

A escolha dos materiais usados pelo artista intriga, traços finos são produzidos em papeis tão finos quanto, uma camada de tinta aquarelada por cima e esta feito. Um suporte delicado, para um trabalho tão forte.
Imagens com estruturas narrativas intensas, mesmo que emblemáticas, apontam a um posicionamento literário do artista. Em uma critica escrita por Adalice Araújo no Dicionário de Artes Plásticas do Paraná, comenta-se: “Rony
serve-se de uma figuração gestual de cunho neo-expressionista para liberar
seus daemons íntimos.”

Essa passagem é marcante, uma vez que ela faz referencia a essa criatura mitológica grega, Daemon: deuses de determinadas entidades da natureza humana, como a loucura, a ira e a tristeza, entre outros. Rony Bellinho é intimo do circuito de arte contemporânea nacional, mesmo colecionando tempo em suas costas, seu trabalho consegue a proeza de levar o adjetivo atemporal. Cores e traços que perduraram através dos anos, se tornando cada vez mais fortes a cada curva da vida, grandes colecionadores possuem obras de Bellinho em suas coleções pessoais, é como se guardassem também os Daemons que existem em cada um de nós. Se fosse necessário configurar o trabalho e a jornada completa do artista, escolheria apenas uma palavra: humano.

 

Crítica escrita por Giovana Martucci. 

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