AS CAMADAS DE ANA LECTÍCIA MANSUR

AS CAMADAS DE ANA LECTÍCIA MANSUR

Camadas de tinta e cores que apesar de próximas, se misturam com a distancia dos olhares. Pinceladas carregadas e diretas, sobre suportes que ficam pesados a cada adição de tinta. Aquele que observa os trabalhos recentes de Ana Lecticia Mansur, não imagina que seu passado pictórico já esbarrou tantas vezes na arte Naïf.
Mulheres no estilo inspirado em Fernando Botero aparecem diversas vezes durante a trajetória de desenvolvimento da artista, foi em uma das aulas de imersão do ateliê de pintura permanente do Solar do Rosário em que Ana deu um passo crucial para o entendimento de seu trabalho atualmente. Segundo a biografia encontrada no próprio site da artista: “O convívio com outros artistas e sua assídua participação no atelier permanente de pintura a influenciaram no desencadeamento do processo de abstração, com o qual Ana Lecticia logo se identificou.

Absorta em “desmontar para recriar”, a artista mergulha em nova fase.”
Fase esta que a anos sofre aprofundamentos e pequenas modificações, é certo que o trabalho de Ana Lecticia Mansur nos desperta uma sensação diferente a cada obra que se revela, desde o uso demasiado de cores como em sua tela “Túnel do Tempo” até o contido e discreto díptico “Alegria” composto pelos pigmentos branco, preto e magenta.

A maior característica que podemos destacar na sua fase atual de pintura, é
o uso consciente de camadas com cores únicas e marcantes, que ao se aproximarem de outras pinceladas revelam a ilusão das cores invisíveis, ou seja, aquelas que enxergamos pela ações de outras.
A utilização do instrumento do pincel dessa forma cria camadas com movimento e profundidade, um traço duro e obliquo pode ser observado em todos os seus trabalhos com pintura abstrata (em analise oposta a sua pesquisa figurativa). As obras abstratas de Ana Lecticia Mansur devem ser vistas em projetos arquitetônicos que confluam com uma estética contemporânea e angular, pois assim despertaram no olhar dos espectadores suas maiores qualidades.

 

Crítica escrita por Giovana Martucci.

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